Introdução à Cosmovisão Reformada: Anotações quase aleatórias (1)

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“O Cristianismo tem um conteúdo para ser acreditado e uma visão de mundo a ser adquirida” − Perry G. Downs.1

“A menos que Deus mude a maneira de pensarmos – o que Ele faz em alguns pelo milagre do novo nascimento – nossas mentes sempre nos dirão para nos virarmos contra Deus – o que é precisamente o que fazemos” ‒ James M. Boice.2

“Se a cosmovisão cristã pudesse ser restabelecida no lugar de destaque e respeito na universidade, isso teria um efeito de fermentação no meio da sociedade. Se mudarmos a universidade, mudaremos nossa cultura por intermédio dos que a moldam” ‒ J.P. Moreland; William L. Craig.3

“Ora, se conseguirmos fazer com que os homens fiquem a formular perguntas assim: ‘isto está em consonância com as tendências gerais dos movimentos contemporâneos? É progressista, ou revolucionário? Obedece à marcha da História?’ então os levamos a negligenciar as questões efetivamente relevantes. E o caso é que as perguntas que assim insistirem em formular são irrespondíveis; visto que não conhecem nada do futuro e o que o futuro haverá de ser dependerá muitíssimo, exatamente, daquelas preferências a propósito das quais buscam socorro do futuro. Como consequência, enquanto suas mentes ficam assim a zumbir nesse verdadeiro vácuo, temos nossa melhor oportunidade de até imiscuir-nos para forçá-los à ação correspondente aos nossos propósitos. A obra já realizada neste sentido é enorme” – C.S. Lewis.4

Introdução
Há uma relação indissolúvel entre comportamento e o que você crê. Quando sabemos no que cremos, as decisões tornam-se mais fáceis. No entanto, uma das questões difíceis de responder é: no que você crê? A resposta a esta questão revelará uma série de pressupostos –  conceitos implícitos em sua fala –, muitos dos quais talvez jamais tenham ocorrido, pelo menos de forma teórica, ao entrevistado. É possível que sem percebermos o nosso pensamento revele uma série de inconsistências e, até mesmo, excludências. O fato é que nossos conceitos explícitos ou não terminarão por se juntar a outros e, deste modo, sem consciência e mesmo consistência, vamos aos poucos formando uma maneira de ver o mundo5 e, conseguintemente, de avaliá-lo. “De fato, escreve Cheung, se pensarmos profundamente o suficiente, perceberemos que cada proposição simples que falamos ou cada ação que realizamos pressupõe uma série de princípios últimos inter-relacionados pelos quais percebemos e respondemos à realidade. Essa é nossa cosmovisão”.6
 

Esta percepção determinará de forma intensa o nosso comportamento na sociedade em que vivemos, tendo implicações em todas as esferas de nossa existência. A epistemologia antecede à lógica e esta, por mais coerente que seja, se partir de uma premissa equivocada nos conduzirá a conclusões erradas e, portanto, a uma ética com fundamentos duvidosos e inconsistentes.   Deve ser dito que toda verdade é lógica, no entanto, por algo nos parecer lógico, não significa que seja verdadeiro..Portanto, a questão epistemológica antecede à práxis e em grande parte a determina. “Uma cosmovisão contém as respostas de uma dada pessoa às questões principais da vida, quase todas com significante conteúdo filosófico. É a infraestrutura conceitual, padrões ou arranjos das crenças dessa pessoa”.7         
 

Ainda que não pretendamos ser exaustivos, podemos, inspirando-nos em Nash (1936-2006),8  dizer que a nossa cosmovisão é constituída por um conjunto de crenças que estabelecem essencialmente a sua distinção de outras cosmovisões ainda que haja no cerne de cada cosmovisão diferenças importantes, porém, que não são excludentes. Vejamos algumas dessas crenças:

 

a) Deus: Ainda que o nome de Deus nem sempre apareça em nossas discussões, a fé em Deus envolvendo, obviamente, o conceito que temos Dele é ponto capital em qualquer cosmovisão. Deus existe? Ele se confunde com a matéria? Há um só Deus? Ele age? É soberano? É um ser pessoal? As respostas que dermos a estas questões são cruciais para identificar a nossa cosmovisão.

b) Metafísica:  A Metafísica trata da existência e da natureza e a qualidade daquilo que é conhecido. A nossa cosmovisão determinará um tipo de compreensão de questões tais como: Todos os homens têm a mesma essência?  Todo evento deve ter uma causa? Há realidade além daquilo que podemos ver? Existe um mundo espiritual? Há um propósito para o universo? Qual a relação entre Deus e o universo? 

c) Epistemologia: A Epistemologia é o estudo das questões relacionadas aos problemas filosóficos do conhecimento. O seu objetivo é conhecer, interpretar e descrever filosoficamente os princípios essenciais que conduzem ao conhecimento científico ou, em outras palavras, “estudar a gênese e a estrutura dos conhecimentos científicos”.9 A Epistemologia trata de questões tais como: Como conhecemos alguma coisa? É possível um conhecimento certo a respeito de alguma coisa? Os sentidos nos dão um conhecimento certo a respeito dos objetos sensíveis? Nossas percepções dos objetos sensíveis são idênticas a esses objetos? Qual a relação entre o intelecto e a matéria? Qual a relação entre a razão e a fé? Podemos conhecer algo sobre Deus? É o método científico o melhor método para o conhecimento

d) Ética: Lalande (1867-1963) interpretando determinada compreensão, define ética como o “conjunto das regras de conduta admitidas numa época ou por um grupo social”.10 A Ética filosófica analisa a vida virtuosa no seu valor último e a propriedade de certas ações e estilos de vida. Ela se refere à conduta humana, às normas e princípios a que todo o homem deve ajustar seu comportamento nas relações com seus semelhantes e consigo mesmo.   

O filósofo moral não é apenas um cientista teórico envolvido em especulações abstratas, ele é alguém comprometido com a realidade, buscando soluções para os problemas práticos que nos cercam e que deram origem à pesquisa. A sua preocupação também não se limita à ação certa, mas também ao princípio que a justifica. Perguntas comuns a esta disciplina: É justo falsificar a declaração de imposto de renda? O aborto é correto? É corretofinanciar instituições que em suas pesquisas contemplem a prática do aborto?  É viável a pena de morte? E a eutanásia? Há um padrão absoluto de moral ou ele é relativo a épocas, culturas e pessoas? A moralidade transcende ao lugar, época e cultura? Como distinguir o bem do mal?

e) Antropologia: O conceito que temos a respeito do homem revela aspectos de nossa cosmovisão. O ser humano é apenas matéria? De que forma a morte determina o fim de nossa existência? Existe algum tipo de recompensa ou punição após a morte? A alma é imortal? O homem é um ser livre ou determinado por forças deterministas? Qual o propósito da vida?

f) História: “A Filosofia da história é a reflexão crítica acerca da ciência histórica e inclui tanto elementos analíticos quanto especulativos”.11 Ela parte do princípio de que o homem é uma síntese entre o passado e o presente, tendo as suas decisões atuais relação direta com as suas experiências pretéritas, daí algumas perguntas: O alvo da explicação histórica é predição, ou meramente entendimento?  Visto que escrever a história envolve seleção de material pelo historiador, um documento histórico pode ser considerado objetivo?  A História é linear12ou cíclica?13  Existe alguma finalidade, ou um padrão que confira sentido à História?

 

1. Pressupostos e Percepções14

“As pessoas agem de acordo com a sua visão de mundo. (…) De maneira que pensa, um homem é” ‒ Francis Schaeffer.15

“Um falso deus leva à formação de uma falsa cosmovisão” ‒ Nancy Pearcey.16
    

Qual é a matriz de nosso pensamento? Queiramos ou não, gostemos ou não, temos matrizes que conferem determinado sentido à realidade por ela ser percebida como tal. A realidade é o que é; no entanto, nós a percebemos mediante contornos conferidos e mediados por nossa experiência. No que acreditamos, de certa forma, determina a construção de nossa identidade. Todos temos a nossa filosofia, adequada ou não, de vida.17 Esta filosofia é a nossa cosmovisão.[18] É esta cosmovisão que nos permite ser como somos, fornecendo elementos de padronização para a nossa cultura. Schaeffer está correto ao declarar que “as ideias nunca são neutras ou abstratas. Têm consequências na maneira como vivemos e agimos em nossa vida pessoal e na cultura como um todo”.19 Toda cosmovisão traz consequências epistemológicas determinantes de nossa conduta.
   

A nossa forma de aproximação do objeto já indica onde estamos. Recentemente, vi parte de um filme no qual o criminoso foi fotografado enquanto assassinava sua vítima. Quando o fotógrafo o procurou com a foto, o assassino disse para ele em qual prédio e andar estava no momento do clique; isto apenas pelo ângulo da foto. Da mesma forma, vemos o que vemos e como vemos pelo andar e janela na qual nos encontramos. A partir daí, podemos até dizer em que tipo de construção intelectual estamos abrigados.
 

Todo conhecimento parte de um pré-conhecimento que é-nos fornecido pela nossa condição ontologicamente finita e pelas circunstâncias temporais, geográficas, intelectuais e sociais dentro das quais construímos as nossas estruturas de conhecimento. Afinal, a humanidade atesta a sua humanidade; a criatura demonstra a sua condição. Não existe neutralidade existencial porque de fato, não há neutralidade ontológica.20
 

Só existe possibilidade de conhecimento porque, entre outras coisas,  antes de percebermos, há um objeto referente que, por existir, possibilita o conhecer. Deste modo, o ser antecede ao conhecer. A essência precede à experiência, e esta modela a nossa cosmovisão. Fazer uma inversão aqui seria algo avassalador para a nossa epistemologia e, consequentemente, para nossa práxis.
 

Somos em muitos sentidos parte de um produto cultural, filhos de uma geração com uma série de valores que determinam em grande parte as nossas pré-compreensões.
 

Valendo-se de  uma figura de Aristóteles (384-322 a.C.), Mohler faz uma aplicação interessante e elucidativa:
  

“A última criatura a quem você deveria perguntar como é se sentir molhado é a um peixe, porque ele não faz ideia de que esteja molhado. Uma vez que nunca esteve seco, ele não tem um ponto de referência. Assim somos nós, quando se trata de cultura. Somos como peixes no sentido de que não temos sequer a capacidade de reconhecer onde a nossa cultura nos influencia. Desde a época em que estávamos no berço, a cultura tem formado nossas esperanças, perspectivas, sistemas de significado e interpretação, e até mesmo nossos instrumentos intelectuais”.21 

Portanto, a realidade se mostra a nós com contornos próprios delineados não simplesmente pelo que ela é, mas, também, pelos nossos olhos que a enxergam e pinçam fragmentos desta realidade conferindo-lhes novas configurações com cores mais ou menos vivas, atribuindo-lhes valores muitas vezes bastante distintos dos reais.
 

As nossas ênfases revelam não simplesmente os nossos pensamentos e valores como também aspectos da realidade como os percebemos. A concatenação de nossas ideias e a estruturação de prioridades, dentro da fluidez histórica, assumem  aspectos relativos. Deste modo, por exemplo, quando lemos um autor devemos entender também o seu tempo, a  sua forma de pensar e os pontos que visava destruir, consolidar ou mesmo transformar. Toda obra é, de certa forma, dialogal, explícita ou implicitamente.22  Portanto, ninguém  pode se ufanar de passar incólume por este processo. Cada época nos diz algo de seus atores, e cada ator histórico nos fala direta ou indiretamente do cenário que o inspira, dentro do qual ele foi criado e, de certa forma, delimita a sua própria percepção da realidade.
 

Quando não percebemos estes aspectos, tendemos a ser extremamente rigorosos em nossos julgamentos ou facilmente somos conduzidos a cometer anacronismos injustificados. Isto se dá, especialmente, quando lemos autores de séculos anteriores ao nosso que, além da distância temporal, viveram em outro continente, com valores próprios, percepções delimitadas pela sua época, tendo que se deparar com desafios gigantescos alguns dos quais são quase que imperceptíveis em nossa época. Aí surge o nosso problema; é impossível ter todas as visões; a nossa, além de vários condicionantes, é feita a partir de nossa época, sob o feitiço de nossos valores e concepções, os quais por si só já produzem um pré-conhecimento. O anacronismo condenatório é fácil de ser praticado e extremamente difícil de ser  percebido por quem o exerce. Deste modo, a consciência destas questões deve produzir em nós um salutar sentido de limitação e, portanto, de maior prudência em nossos  juízos, reconhecendo que a nossa época, dentro da qual estamos inseridos e mais cativos do que imaginamos, tem as suas paixões e feitiços – plenamente justificados, diga-se de passagem, pelos seus cidadãos bem socializados ou seja; aculturados –, assim como a de nossos personagens analisados. O que torna a nossa visão melhor do que a deles? Talvez seja a própria história que constantemente nos fornece um leque mais amplo e ilustrativo de fracassos da humanidade…
 

Nash (1936-2006) parece-nos correto em sua observação: “A obtenção de maior consciência de nossa cosmovisão pessoal é uma das coisas mais importantes que podemos fazer, e compreender a cosmovisão de outros é algo essencial para o entendimento que os torna distintos”.23
 

***

Como sabemos, todos trabalham com os seus pressupostos,24 explícitos ou não, consistentes ou não, plenamente conscientes deles ou apenas parcialmente.25 Os pressupostos se constituem na janela (quadro de referência) por meio da qual vejo a realidade; o difícil é identificar a nossa janela, ainda que sem ela nada enxerguemos.26 Assim, falar sobre a nossa cosmovisão,27 além de ser difícil verbalizá-la, é paradoxalmente desnecessário. Parece que há um pacto involuntário de silêncio o qual aponta para um suposto conhecimento comum: todos sabemos a nossa cosmovisão. Deste modo, só falamos, se falamos e quando falamos de nossa cosmovisão, é para os outros, os estranhos, não iniciados em nossa forma de pensar. Sire resume bem isso: “Uma cosmovisão é composta de um conjunto de pressuposições básicas, mais ou menos consistentes umas com as outras, mais ou menos verdadeiras. Em geral, não costumam ser questionadas por nós mesmos, raramente ou nunca são mencionadas por nossos amigos, e são apenas lembradas quando somos desafiados por um estrangeiro de outro universo ideológico”.28
 
 O conhecimento, seja em que nível for, não ocorre num vácuo asséptico conceitual quer seja religioso, quer filosófico, quer cultural.29  A nossa percepção e ação fundamentam-se em nossos pressupostos os quais sãos reforçados, transformados, lapidados ou abandonados em prol de outros, conforme a nossa percepção dos “fatos”. A questão epistemológica antecede à práxis. Contudo, como nos aprofundar no campo intelectual se abandonamos as questões epistemológicas? As palavras de J.G. Machen (1881-1937) no início do século XX não se tornam ainda mais eloquentes na atualidade?: “A igreja está hoje perecendo por falta de pensamento, não por excesso do mesmo”.30   
 

Há  sempre  o perigo de nos tornarmos cativos de nossa perspectiva e, portanto, da nossa percepção. Como obviamente não conseguimos ter  “todas as visões”, permanecemos, de certo modo, cativos de nossa perspectiva,31em outros termos: prisioneiro de sua percepção. Nem sempre é fácil submeter os nossos valores ao rigor daquilo que cremos. Como o cientista tem dificuldade em revisitar os seus paradigmas, nós também temos dificuldade em rever a nossa cosmovisão. É muito difícil – talvez por ser doloroso demais – aplicar e avaliar em nosso próprio sistema as implicações do que sustentamos. Podemos, sem nos darmos conta, nos ferir com as nossas próprias armas, que julgávamos serem bisturis. Aliás, o mal uso do bisturi pode ser fatal, assim como o “fogo amigo” nas guerras. O antidogmatismo pode se constituir num dogma.
 

A nossa cosmovisão não deve servir apenas – aliás, um “apenas” injustificável em si mesmo –, para um exibicionismo pretensamente acadêmico, ufanismo ignorante ou mesmo como demarcação de terreno no qual nada se sucede, exceto a presunção compartilhada e demarcada por outras cosmovisões. A nossa cosmovisão consciente deve estar comprometida com a busca de coerência perceptiva e existencial. Isto nós chamamos de integridade, o não esfacelamento condescendente e excludente daquilo que cremos, falamos e fazemos.   Ainda que não haja a ideia de orgulho meritório na fé,32 ela é responsável pelo nosso agir e pensar. “A fé não concerne a um setor particular da vida denominado religioso, ela se aplica à existência em sua totalidade”.33 Contudo, a  genuína fé não pode ser autorreferente. Ela parte da Palavra e para lá se direciona.
 

Por buscarmos a coerência do crê e viver  — daí a extrema importância de uma fé inquiridora —,34 há compromissos sérios entre o que cremos e como agimos. Um  distanciamento consciente e docemente acalentado e justificado entre o crer e o fazer produz uma esquizofrenia intelectual, emocional e espiritual, cuja solução definitiva envolverá um destes caminhos:  ou mudar a nossa crença ou abandonar a nossa práxis. Para o cristão, cosmovisão é compromisso de fé e prática, como diz Lloyd-Jones: “A fé cristã não é algo que se manifeste à superfície da vida de um homem, não é meramente uma espécie de camada de verniz. Não, mas é algo que está sucedendo no âmago mesmo de sua personalidade”.35
 

Como temos insistido, somos o que cremos; pelo menos, esta deve ser a nossa atitude cotidiana; esforçar-nos por viver conforme aprendemos nas Escrituras. A nossa fé tem implicações decisivas e fundamentais em nossa existência a começar aqui e agora. Fé cristã é crer de tal modo que buscamos transformar a nossa vida num reflexo daquilo que acreditamos.
 

            Nash parece-nos oportuno aqui:
  

“Cosmovisões deveriam não apenas ser testadas em uma aula de filosofia, mas também no laboratório da vida. Uma coisa é uma cosmovisão passar no teste teórico (razão e experiência); outra é passar no teste prático. As pessoas que professam uma cosmovisão podem viver consistentemente em harmonia com o sistema que professam? Ou descobriremos que elas foram forçadas a viver segundo crenças emprestadas de sistemas concorrentes? Tal descoberta, eu acho, deveria, produzir mais do que embaraço”.36 
 

 A nossa chave epistemológica é a Escritura, portanto, a nossa cosmovisão partindo de uma perspectiva assim nos conduzirá naturalmente de volta a Deus.37 A Educação Cristã, por exemplo, fundamentando-se nas Escrituras oferece-nos um escopo do que Deus deseja de nós, e nos fala de qual o propósito de nossa existência em todas as suas esferas.38

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[1] Perry G. Downs, Introdução à Educação Cristã: Ensino e Crescimento, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 178.
[2] James M. Boice, O Evangelho da Graça, São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p. 111.
[3]J.P. Moreland; William L. Craig, Filosofia e Cosmovisão Cristã, São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 16. Veja-se também:  William L. Craig,  Apologética Cristã para Questões difíceis da vida, São Paulo: Vida Nova, 2010, p. 14.
[4] C.S. Lewis, Cartas do Inferno, São Paulo: Vida Nova, 1964, p. 160-161.
[5]Cf. Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 8. Veja-se também: Franklin Ferreira; Alan Myatt, Teologia Sistemática, São Paulo: Vida Nova, 2007, especialmente, p. 8-10.
[6]Vincent Cheung, Reflexões sobre as Questões Últimas da Vida, São Paulo: Arte Editorial, 2008, p. 61.
[7]Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, p. 13. “Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. (…) É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino” (Cosmovisão: Norman Geisler, Enciclopédia de Apologética: respostas aos críticos da fé cristã, São Paulo: Editora Vida, 2002, p. 188).
[8]Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, p. 15ss.
[9]Hilton F. Japiassu, Introdução ao Pensamento Epistemológico, 3ª ed. rev. e amp. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1979, p. 38. Vejam-se descrições complementares In: Thomas R. Giles, Introdução à Filosofia, São Paulo: EPU/EDUSP, 1979, p. 121; Franklin L. da Silva, Teoria do Conhecimento: In: Marilena Chauí, et. al. Primeira Filosofia, 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, © 1984, p. 175; Johannes Hessen, Teoria do Conhecimento, 7ª ed. Coimbra: Arménio Amado – Editor, 1976, p. 25.
[10]Moral: In: André Lalande, Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia, São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 705. Para uma distinção entre Ética e Moral, veja-se: W. Gary Crampton; Richard E. Bacon,  Em Direção a uma Cosmovisão Cristã, Brasília, DF.: Monergismo, 2010, p. 56.
[11]N.L. Geisler;  P.D. Feiberg, Introdução à Filosofia, São Paulo: Vida Nova, 1983, p. 27.
[12] “O importante princípio que devemos manter sempre vívido na mente é que a única maneira de entender a longa história da raça humana é dar-se conta de que ela é resultado da Queda. Essa é a única chave da história, de qualquer espécie de história, tanto da história secular como desta história mais puramente espiritual que temos na Bíblia. Não se pode entender a história da humanidade se não se leva em conta este grande princípio. A história é o registro do conflito entre Deus e Suas forças, de um lado, e o diabo e suas forças, de outro; e o grande princípio determinante é de imensa importância, não só para entender-se a história passada, como também para entender-se o que está acontecendo no mundo hoje. É, igualmente, a única chave para compreender-se o futuro. Ao mesmo tempo, é a única maneira pela qual podemos compreender as nossas experiências pessoais” (D.M. Lloyd-Jones, O Combate Cristão, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1991, p. 72). “A história não saiu das mãos de Deus” (D. Martyn Lloyd-Jones, As Insondáveis Riquezas de Cristo, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992, p. 64).
[13] “O conceito grego da história como um processo cíclico trancava os homens num moinho onde eles podiam lutar com todas as forças, mas nem deuses nem homens conseguiam avançar. O conceito cristão do julgamento indica que a história caminha rumo a um objetivo” (Leon Morris, A Doutrina do Julgamento na Bíblia: In: Russel P. Shedd; Alan Pieratt, eds. Imortalidade, São Paulo: Vida Nova, 1992, p. 62).
[14] Veja-se: Hermisten M.P. Costa, A necessidade e a importância da Teologia Sistemática. In: Franklin Ferreira, ed. A Glória da Graça de Deus: ensaios em honra a J. Richard Denham Jr,  São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2010, p. 239-262.
[15] Francis A. Schaeffer, Como Viveremos? São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p. 144.
[16]Nancy Pearcey, Verdade Absoluta: libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006, p. 46.
[17] Veja-se: J.P. Moreland; William L. Craig, Filosofia e Cosmovisão Cristã, São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 27-28.
[18] “Uma cosmovisão é uma série de crenças, um sistema de pensamentos, sobre as questões mais importantes da vida. A cosmovisão de uma pessoa é sua filosofia” (W. Gary Crampton; Richard E. Bacon,  Em Direção a uma Cosmovisão Cristã, Brasília, DF.: Monergismo, 2010, p. 13).
[19]Francis A. Schaeffer, O Grande Desastre Evangélico. In: Francis A. Schaeffer, A Igreja no Século 21, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 258.
[20] Veja-se: H.R. Rookmaaker, A Arte não precisa de justificativa,  Viçosa, MG.: Editora Ultimato, 2010, p. 39.
[21]R. Albert Mohler Jr., Pregar com a cultura em mente: In: Mark Dever, ed., A Pregação da Cruz, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 66. Lewis se vale parcialmente desta figura, argumentando: “Nós nos sentimos molhados, se cairmos na água, porque não somos animais aquáticos: um peixe não se sente molhado”  (C.S. Lewis, A Essência do Cristianismo Autêntico, São Paulo: Aliança Bíblica Universitária,  (s.d.), p. 20-21).
[22] Posteriormente li Mohler nos Agradecimentos de seu livro, afirmando: “Salvo raríssimas exceções, livros representam uma conversa” (R. Albert Mohler, O Desaparecimento de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 9).
[23]Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, p. 14.
[24] “Nenhum homem, seja ele um cientista ou não, consegue trabalhar sem pressuposições” (Henry H. Van Til,  O Conceito Calvinista de Cultura, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 23).
[25] “Todas as pessoas têm seus pressupostos, e elas vão viver de modo mais coerente possível com estes pressupostos, mas até do que elas mesmas possam se dar conta. Por pressupostos entendemos a estrutura básica de como a pessoa encara a vida, a sua cosmovisão básica, o filtro através do qual ela enxerga o mundo. Os pressupostos apóiam-se naquilo que a pessoa considera verdade acerca do que existe. Os pressupostos das pessoas funcionam como um filtro, pelo qual passa tudo o que elas lançam ao mundo exterior. Os seus pressupostos fornecem ainda a base para seus valores e, em consequência disto, a base para suas decisões” (Francis A. Schaeffer, Como Viveremos?, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003, p. 11).
[26] “Seria atenuar os fatos dizer que a cosmovisão ou visão de mundo é um tópico importante. Diria que compreender como são formadas as cosmovisões e como guiam ou limitam o pensamento é o passo essencial para entender tudo o mais. Compreender isso é algo como tentar ver o cristalino do próprio olho. Em geral, não vemos nossa própria cosmovisão, mas vemos tudo olhando por ela. Em outras palavras, é a janela pela qual percebemos o mundo e determinamos, quase sempre subconscientemente, o que é real e importante, ou irreal e sem importância” (Phillip E. Johnson no Prefácio à obra de Nancy Pearcey, A Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de Seu Cativeiro Cultural,  Rio de Janeiro: Casa Publicadora das  Assembléias de Deus, 2006, p. 11).
[27]“Em essência, é um conjunto de pressuposições (hipóteses que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou inteiramente falsas) que sustentamos (consciente ou inconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a formação básica do nosso mundo” (James W. Sire, O Universo ao Lado, São Paulo: Hagnos, 2004, p. 21).
[28]James W. Sire, O Universo ao Lado, p. 21-22.
[29]Nancy R. Pearcey; Charles B. Thaxton, A Alma da Ciência,  São Paulo: Cultura Cristã, 2005, p.  9-12; 294.
[30]J.G. Machen, Cristianismo y Cultura, Barcelona: Asociación Cultural de Estudios de la Literatura Reformada, 1974, p. 19.
[31]Li por meio de Peter Burke, que Fernand Braudel (1902-1985) gostava de afirmar que o historiador é prisioneiro de suas suposições e mentalidades (Peter Burke, O Renascimento Italiano: cultura e sociedade na Itália, São Paulo: Nova Alexandria, 1999, p. 11). Paul Cézanne (1839-1906), artista de grande sensibilidade, escreveu a seu filho um mês antes de morrer: “Devo dizer que, como pintor, estou começando a enxergar melhor a natureza. Mas, comigo, a realização de minhas sensações é sempre muito difícil. Não consigo captar a intensidade de tudo que se desdobra diante de meus sentidos, não alcanço a riqueza da natureza. Aqui, na beira do rio, os motivos são tantos que um mesmo objeto visto de um ângulo um pouco diferente já daria para estudos de maior interesse; e tão variados são que eu poderia trabalhar por meses a fio sem mudar de lugar, simplesmente olhando um  pouco mais para a direita ou para a esquerda” (Apud Fayga Ostrower, A Grandeza Humana: cinco séculos, cinco gênios da arte,  Rio de Janeiro: Campus, 2003, p. 127).
[32]“Não existe orgulho na fé. Fé é simplesmente a crença de que nada podemos fazer para nos salvar, mas que confiamos plenamente na graça de Deus” (Peter Jones, Verdades do Evangelho x Mentiras pagãs, São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 34).
[33]Karl Barth, Esboço de uma Dogmática, São Paulo: Fonte Editorial, 2006, p. 24.
[34] “A fé cristã não é uma fé apática, uma fé de cérebros mortos, mas uma fé viva, inquiridora. Como Anselmo afirmou, a nossa fé é uma fé que busca entendimento” (William L. Craig,  Apologética Cristã para Questões difíceis da vida, São Paulo: Vida Nova, 2010, p. 29).
[35] David M. Lloyd-Jones, Estudos no Sermão do Monte, São Paulo: Editora Fiel, 1984, p. 89.
[36]Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 29.
[37] “Numa cosmovisão cristã logicamente consistente, a primeira e absoluta pressuposição essencial é que a Bíblia somente é a Palavra de Deus, e ela tem um monopólio sistemático sobre a verdade” (W. Gary Crampton; Richard E. Bacon,  Em Direção a uma Cosmovisão Cristã, Brasília, DF.: Monergismo, 2010, p. 20). “O Cristianismo é um sistema filosófico completo que é fundamentado sobre o ponto de partida axiomático da Bíblia como a Palavra de Deus” (Ibidem., p. 77).
[38] “A cosmovisão cristã tem coisas importantes a dizer sobre a totalidade da vida humana” (Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida, p. 19).

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2 COMENTÁRIOS

  1. Excelente s‚rie de artigos sobre cosmovisão. Principalmente ao recorrente interesse atual no Brasil pelo tema de Cosmovisão. Sugiro as ediçäes vida nova transformarem esses artigos num livro. Ser  de muita utilidade para estudantes de teologia e filosofia cristãos.

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