Evangelizar para salvar os perdidos ou para louvar a Deus?

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Quando a glória de Deus vem antes de meu sincero desejo de evangelizar

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm.11.36).

O motivo e fim básico e orientador de todo o trabalho evangelístico (missões?)1 deve ser a glória de Deus. Essa glória reorienta a evangelização objetivando corretamente a alegria dos povos e o prazer do próprio Deus.

Uma leitura cuidadosa das Escrituras é o suficiente para denunciar que o motivo pelo qual a Igreja deve evangelizar não é predominantemente o fato da queda do homem. De Gênesis a Apocalipse, o Evangelho constitui-se num chamamento ao homem caído em retornar ao seu Criador, pois somente Nele se encontra a raiz ontológica humana. Não se trata de menos amor ao homem; antes, de que é a melhor forma de externar o amor de Deus aos pecadores e chama-los ao seu ‘retorno ontológico’, isto é, SER para a glória de Deus.

Pelo menos dois motivos principais são elencados, conforme J.I. Packer, para a evangelização. O amor ao próximo é o segundo motivo e não o primeiro.

O primeiro motivo é primário e fundamental. A principal finalidade do homem é glorificar a Deus. O grande princípio de vida da Bíblia é: “fazei tudo para a glória de Deus.” Os homens devem glorificar a Deus obedecendo a sua palavra e cumprindo a sua vontade revelada. Semelhantemente o primeiro e maior mandamento é: “Amarás o Senhor, teu Deus.” Quando obedecemos aos seus mandamentos, estamos simplesmente demonstrando o nosso amor pelo Pai e pelo seu Filho, que nos amaram tão ricamente. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama;” disse o nosso senhor. “Porque este é o amor de Deus:”, escreveu João, “que guardemos os seus mandamentos”.
Agora, a evangelização é uma das atividades que tanto o Pai quanto o Filho nos mandaram cumprir.2

Primeiramente, o deleite pela Glória de Deus esconde, positivamente, a alegria escatológica em que muitos homens, de todos os povos, genuinamente terão no Senhor (Ap.5.9). Logicamente, se a estrutura criacional (conforme as Escrituras), por causa do pecado perdeu o seu Referencial, não seria a volta à sua origem a reintegração da antiga perfeição?3  Se todo o mundo é criado bom, a proposta do Evangelho é que todo o bom seja redimido em Cristo para Deus.4 

A obra da salvação é redirecionar para Deus a corrente da vida humana (WALSH; MIDDLETON, 2010, pp.77-78). E tal redirecionamento é regenerar e devolver ao homem a sua ‘estrutura ontológica’ (Mt.19.28). Por esta razão, é imprescindível ao Evangelho a noção de que evangelizar é reumanizar o homem.5  H. Dooyeweerd observa este fato e salienta que

Na medida em que o ego não é nada em si mesmo, mas apenas na relação com sua origem, e uma vez que o pensamento teórico requer a afirmação de um eu ou de um ego, o ego- se queremos evitar a dissipação completa do eu e do pensamento teórico- necessita encontrar seu sentido na relação com a sua origem (Deus) ou será forçado a “absolutizar” um aspecto da esfera temporal, tratando-se como se fosse absoluto (2010.p. 81-82).

Podemos, então, concluir que a absolutização de uma esfera da realidade humana acabar por ‘despistar’ o homem de vários outros aspectos de sua existência e de sua própria identificação que só pode ser encontrada em Deus.

Portanto, evangelizar é dar ao homem a sua real identidade, e nada torna o ser mais feliz do que ser aquilo para o qual estruturalmente deve ser- perfeito (Homem). Erico Tadeu Xavier nos lembra em seu artigo “A evangelização no mundo contemporâneo”6 que “o evangelho implica na reconciliação de todas as coisas em Cristo” (Xavier, 2011).

Seria estranho se o alvo principal da Igreja na evangelização fosse a salvação dos perdidos.7 Não deveria a Igreja evangelizar a fim de que os povos se alegrem diante da grandeza do Criador? Se assim o for, evangelização não é o propósito final da Igreja, mas o louvor, sim. “Missões existe porque louvor não existe”, afirma Piper (1996, pp.9-12).8 

A afirmação de Piper se justifica na Confissão de Westminster, onde “o fim principal do homem é adorar a Deus e gozá-lo eternamente”.9  Esta declaração fortalece tanto a primeira premissa, quanto a segunda. Todavia, quanto a segunda premissa (evangelizar para o louvor de Deus), não são as pessoas que assumem a primazia, mas Deus. O louvor torna-se o combustível e o alvo para a evangelização.

A afirmação de J. Piper é considerada e ampliada por Crhistopher Wright em “A missão de Deus”.

Segundo o autor,

Estas são palavras eloquentes e fundamentalmente verdadeiras, sem dúvida. O louvor será realidade dominante de nova criação, e, já que a missão de Deus na história também terá chegado ao fim […]. Então, sim, a missão existe porque o louvor não existe, porque missão significa ir atrás daqueles que ainda não estão louvando a Deus, para que eles, também, possam louvá-lo.
Mas também podemos dizer, em outro sentido igualmente bíblico, que a missão só existe porque o louvor existe. É o louvor que qualifica e energiza a igreja para a missão, e também serve de lembrete constante tão necessário de que a nossa missão, como um todo, flui de nossa resposta obediente e da nossa participação na missão anterior de Deus- da mesma maneira que nosso louvor ocorre em resposta à realidade e aos atos anteriores de Deus. Louvar é a postura adequada e principal ou a forma de existência básica da ordem criada diante do criador.10

Ora, evidentemente que os Evangelhos apontam que a evangelização visa a salvação dos perdidos, mas com que propósitos os ‘santos pecadores’ estão, agora, salvos? A evangelização não apenas devolve o caráter ontológico à humanidade como também atinge o seu ápice ao cumprir o seu propósito derradeiro: a satisfação divina. Pois, se o Evangelho dá ao homem o seu estatuto de SER (humaniza), significa também, que o ‘shalom’ de Deus é reestabelecido, e Deus, então, satisfeito como em Gênesis (lembra?).11  

Um aspecto importante é ressaltado pelo Dr. R. P. Shedd ao dizer que a evangelização que proclama as bênçãos salvadoras de Deus tem como principal objetivo a obtenção do louvor da sua graça. Quando espalhamos as boas novas por todo o mundo, cumprimos o desejo supremo de Deus de se tornar conhecido e, consequentemente, louvado. É especificamente como Deus de graça que ele deseja ser conhecido. O caráter glorioso de sua graça soberana deveria evocar o louvor dos redimidos em toda parte, a exemplo do que fazem as hostes angelicais (Ap.5.12,13).12  Se o alvo da evangelização é fazer discípulos, e não ‘simplesmente convertido’, como discípulo, o fruto da evangelização é a glória de Deus. Esta glória deveria ser aquilo que os discípulos mais anseiam.

O cerne do evangelismo deve ter por natureza a glorificação do Deus-Trino e, por contraste, a exposição da alma humana pecadora. Basta-nos observar a apresentação das Boas Novas. Existe a possibilidade de se apresentar ao pecador o Deus Santo sem que se contraste a queda do homem? A graça de Deus não é aquilo que ilumina, na cruz de Cristo, as trevas da alma humana? Fica evidente que a evangelização exige uma teologia que seja bíblica. A Teologia bíblica, naturalmente, apontará para o fato de que tudo o que vem do Deus Criador só pode existir cheio de glória. Todavia, não há glória alguma proveniente das próprias coisas criadas, mas Daquele que criou todas as coisas. A glória não está nas coisas, mas deve ser reconhecida nelas e a partir delas.13  Há em cada obra criada por Deus, desde a pedrinha no jardim ao Monte Evereste, a assinatura de Deus-Pai com o nome de seu Filho: Jesus Cristo. E é na redenção, na Pessoa de Jesus Cristo, que o nome de Deus é glorificado!

O alvo de Deus é manifestar a sua glória. Ele manifesta a sua glória em tudo que faz, mais notavelmente em revelar sua excelência moral às suas criaturas e evocar louvor delas por sua beleza e pelos benefícios que lhe outorga (cf. Ef.1.3). A glória de Deus é aquilo que o faz parecer glorioso aos anjos e aos homens.14

De Gênesis a Apocalipse, o plano soteriológico permeado pelo amor divino, ao estampar o seu Ser Santo, evoca consequentemente a sua glória. O desejo e plano de que o nome de Deus seja universalmente conhecido pressupõe a glória de seu SER. Aqui, o seu NOME está repleto de referências à sua Pessoa, Natureza. Esta, per si, exige a glória por parte da criatura.15 

Todavia, não é fácil aceitar a ideia de que se evangeliza para glorificar a Deus bem antes do desejo de se ver os pecadores salvos por Jesus. O motivo que talvez se esconda por trás desta silenciosa e resoluta dificuldade está no fato de que, em última instância, o homem caído ainda nutra a sua ideia de autonomia para com Deus.16 É difícil aceitar que a glória de Deus deve vir antes de seu amor pelo pecador e que tanto o inferno quanto o céu o glorificam.

Sei que

para muitos, a questão quanto a qual é a meta da evangelização não oferece problema de espécie nenhuma. Para eles já está prevista a conclusão de que o único e exclusivo objetivo é a salvação das almas. Na verdade, porém, a questão não é tão simples assim. A conversão dos pecadores é de fato um alvo da evangelização- e importante- mas há outras metas. E sua finalidade suprema e última não é o bem-estar dos homens, e nem mesmo sua bem-aventurança eterna, mas, sim, a glorificação de Deus (KUIPER. R.B. p. 85).

Embora não exclua o cristão de sua responsabilidade para com a evangelização, é confortante saber que a Igreja de Cristo, quando em comunhão em corpo santo, em si mesma já dá testemunho da glória de Deus.17 A união mística de Cristo com a sua Igreja resplandecerá finalmente a glória de Deus Pai. A Igreja testemunha a glória de Deus em Jesus Cristo. É em seu testemunho santo e voz profética contra o pecado que o evangelho é anunciado. E isto não significa que a Igreja é em si mesma a mensagem de Deus! A Igreja é o meio desta proclamação. Portanto, “a evangelização deve ser definida dentro de uma perspectiva de sua mensagem, não do seu resultado” (COSTA, H.M.P. p.19).

É certo que a evangelização deve ser Teocêntrica. Todavia, se Deus cumpre o seu plano redentor no Filho de seu amor, é continuamente certo que a evangelização Teocêntrica só pode ser realizada mediante a mensagem Cristocêntrica. Logicamente, os Evangelhos apontam o Filho, Jesus Cristo, como a manifestação da glória de Deus.18 Assim, Cristo é o evangelho. E, como tal, fundamenta-nos a noção de que o fim principal da evangelização é a glória de Deus. Não é a parousia o ápice da vitória de Deus e de Seu Cristo sobre o mundo (Ap.11.15)? A cruz não é a exposição pública da vitória de Deus (Cl.2.15)?

Reitere-se: o evangelho é glorioso porque revela a gloriosa perfeição de Deus- o seu amor, bondade, misericórdia, justiça, fidelidade. Evangelizar significa proclamar as perfeições de Deus. A glória é totalmente invisível a nós, até que resplandeça em Cristo. […] O evangelho consiste no anúncio da grandeza e majestade de Deus e como podemos conhece-lo em Cristo Jesus (COSTA, H.M.P. p.62).

Ora, o fato de que Cristo é o único meio pelo qual Deus salva os pecadores não esboça apenas o poder de Deus em os salvar. Antes, aponta que o único modo, depois da queda, em que Deus pode ser glorificado pelos homens, bem como, reunir-se a eles por toda a eternidade, se dá em Cristo. Somente Nele, a glória e o gozo de Deus COM OS REMIDOS poderão ser eternos (Ap.5.9). O reconhecimento universal do senhorio do Salvador, naquele dia, não será para a glória de Deus Pai (Fl.2.11)? E não é o próprio Pai quem exaltará o nome de Jesus sobre todos os nomes e, ao fazê-lo verá o Seu próprio Nome confessado no reconhecimento do Senhorio de Cristo (Fl.2.10,11)?

Portanto, louvor sem evangelização é tão impossível quanto evangelização sem o louvor. Pois,

O louvor é o auge, não missões, porque Deus é o auge, não o homem. Quando esta era terminar, e os milhões incontáveis dos redimidos se prostrarem diante do trono de Deus, missões terá terminado. É uma necessidade temporária. Mas, o louvor permanece para sempre.
O louvor, portanto, é o combustível e o alvo de missões. É o alvo de missões porque em missões simplesmente tentamos trazer as nações para dentro do gozo supremo da glória de Deus. O alvo de missões é a alegria dos povos diante da grandeza de Deus.19

Acreditar que louvor e evangelização (missões) podem existir independentemente afeta tanto a compreensão do crente acerca de Deus quanto o seu amor para com o próximo.  Além do mais, impede a promoção sadia e madura da introspecção cristã. Devemos nos perguntar sempre: por que evangelizo? Por que e para quem anseio fazer missões?

O crente deve sondar constantemente o coração, quer em louvor ou quando evangeliza. Isto porque às vezes nos identificamos muito mais com o pecador, para quem falamos de Cristo, do que com a glória de Deus, a qual devemos amar. Podemos nos ofender mais facilmente com a perdição eterna do pecador do que com o fato de se ter menos um homem glorificando a Deus na eternidade.

Observe onde está a ênfase do apóstolo João ao ver uma grande multidão diante o trono do Cordeiro: “Depois disto olhei e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé diante do trono e diante do Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono e ao redor dos anciãos e dos quatro seres viventes, e caíram sobre seus rostos diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: amém! O louvor, a glória, a sabedoria, as ações de graça, a honra e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos, amém” (Ap.7.9-12). Aponta o alvo supremo de toda a criação. No fim, céus e terra se voltam em louvor ao grande e majestoso Senhor do universo. Este, em Si só, evoca toda a adoração! E tal evocação não é a exigência de um monarca soberbo.  C.S.Lewis consegue expressar pontualmente a necessidade, bem como, a natureza do louvor a Deus em suas criaturas:

Toda a minha dificuldade, a mais ampla dificuldade sobre o louvor a Deus, baseava-se em minha absurda resistência – no que diz respeito àquele que é o que há de mais valioso- ao que temos prazer em fazer, ao que não conseguimos deixar de fazer e em relação a tudo que valorizamos. […] temos prazer em louvar o que apreciamos porque o louvor não somente expressa como também completa a apreciação; ele é a própria apreciação. […] o prazer é incompleto até que seja expresso. […]. Quanto mais digno o objeto, mais intenso é esse prazer. Se fosse possível a uma alma criada […] “apreciar” plenamente, ou seja, amar e ter prazer no mais digno de todos os objetos existentes e, ao mesmo tempo, em todos os momentos expressar perfeitamente esse prazer, então essa alma estaria em suprema bem-aventurança. É ao longo destas linhas que descubro a maneira mais fácil de entender a doutrina cristã de que o “céu” é um estado no qual os anjos agora- e os homens no futuro- estão perpetuamente empenhados em louvar a Deus. […]. Desfrutar plenamente é glorificar. Ao ordenar que o glorifiquemos, Deus está nos convidando a desfrutarmos dele.20 

J. Beeke diz que o alvo supremo da piedade é reconhecer e louvar a glória de Deus. Afirma ele que, “o desejo de glorificar a Deus excede até mesmo o desejo por salvação em toda a pessoa verdadeiramente piedosa. Fomos criados para que Deus seja glorificado em nós, e os nascidos de novo anseiam por viverem esse propósito”.21 O crente é liberto de sua busca interesseira, autorreferente. O maior de todos os mandamentos é corretamente ordenado: somente quando Deus é amado sobre todas as coisas é que amo o próximo e a mim mesmo na justa medida (Mt.22.36-38).

Referências bibliográficas:

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1KUIPER, R.B. Evangelização Teocêntrica, São Paulo, PES, 1976, p.1: “Não faço nenhuma distinção entre “missão” e “evangelização”.
2PACKER, J.I. A evangelização e a soberania de Deus, São Paulo: Cultura Cristã,2002, p.67.
3ANSELMO, Santo, Proslógion: seu alloquium de Dei existentia,tradutor: José rosa, Covilhã: Universidade da Beira Interior, 2008, coleção: Textos Clássicos de Filosofia. Disponível em: www.lusosofia.net/textos/anselmo_cantuaria_proslogion.pdf, acesso em 13/09/2016. “Ó mísera sorte a do homem desde que perdeu aquilo para que foi feito! Ó dura queda e funesta aquela! Ai! o que perdeu e o que encontrou ? O que lhe fugiu e o que lhe restou? Perdeu a felicidade para a qual foi feito e encontrou a miséria para que não foi feito. Fugiu-lhe aquilo sem o qual é de todo infeliz e ficou aquilo que, por si, é apenas desprezível. Então, “o homem comia o pão dos anjos” de que agora tem fome ; agora, come “o pão das dores” que então des-conhecia6 . Ai! luto comum dos homens, pranto universal dos filhos de Adão! Ele arrotava de saciedade e nós suspiramos de fome. Ele vivia na abundância e nós mendigamos. Ele tinha em plena felicidade e, miseravelmente, abandonou; nós, infelizmente, carecemos e, miseravelmente, desejamos; e, ai!, quão vazios permanecemos. Por que não guardou, para nós, quando o podia facilmente, aquilo de que nos encontramos tão gravemente carentes? Por que nos ocultou assim a luz e nos lançou nas trevas? Sim, por que nos furtou a vida e infligiu a morte? Acabrunhados de penas, de onde fomos expulsos e para onde fomos atirados! De onde fomos precipitados e onde estamos atascados! Da terra natal para o exílio, da visão de Deus para a nossa cegueira. Da jucundidade da imortalidade para a amargura e o horror da morte. Ó desgraçada mudança! De tão grande bem para tão grande mal! Grave dano, grave dor, grave tudo! Mas, ai!, infeliz de mim!, um entre os outros exilados filhos de Eva afastados de Deus, que empreendi e que consegui acabar? Para onde tendia e aonde cheguei? A que aspirava e em que situação suspiro? “Procurei os bens e eis a perturbação!” Tendia para Deus e caí sobre mim mesmo. Procurava o repouso no meu retiro e “encontrei a tribulação e a dor” no meu íntimo. Queria rir com a alegria da minha mente e sou forçado a rugir “pelo gemido do meu coração”. Esperava a alegria e eis que os suspiros se tornam mais densos”.
4WASH, Brian J.; MIDDLETON, J. R. A visão transformadora: moldando uma cosmovisão cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
5DOOYEWEERD, H. No crepúsculo do pensamento ocidental: estudos sobre a pretensa autonomia da razão. São Paulo: Hagnos, 2010. pp.72-89.
6XAVIER, E.T. A vangelização no mundo contemporâneo. Kerigma@, ano 7, v.7, n.2, 2011. Disponível em: www.unasp.edu.br/kerygma pp. 112-123. Acesso em: 13/09/2016.
7PIPER, J. A supremacia de Deus em missões pelo louvor: “Há missões por não haver louvor”. Mission Frantier, v.18, n.5-8 (May-August, 1996), pp.9-12.
8Não fazemos, aqui, caso em distinguir os conceitos que possam existir entre ‘evangelização e missão’. Orlando Costa afirmou serem as duas faces de uma mesma moeda. Segundo ele, “por missão entendemos como sendo o chamado de Deus para uma empresa redentora. Missões e Evangelismo são, pois, dois lados da mesma moeda. A moeda é Deus e sua atividade redentora em favor de toda a humanidade. Evangelismo é o anúncio desta obra; Missão é o mandamento que nos compele a pôr em ação esse anúncio”. COSTA, E. Orlando, La Iglesia y sua misión evangelizadora, Buenos Aires: Editorial La aurora, 1971, p.27.
9MATOS, Alderi.  Puritanos e Assembleia de Westminster. Disponível em: www.mackenzie.com.br/10993.htm.. Acesso em: 03 abril, 2014.
10WRIGHT, Christopher J.H. A missão de Deus: desvendando a grande narrativa bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2014, p.137.
11ALMEIDA, F. O. Reflexões críticas sobre weltanschauung. Fides Reformata, XVI, n.2, (2011), pp.51-94. Disponível em: www.mackenzie.br/…/Reflexoes_Criticas_sobre_Weltanschauung_-_Fabi…. Acesso em 01 setembro, 2016.
12SHEDD, Russell P. Fundamentos Bíblicos da Evangelização. São Paulo: Edições Vida Nova, 1996, p. 21.
13Romanos capítulo um esboça que o homem, corrompido pelo pecado, inverteu a ordem da criação. A Revelação se tornou em “desvelamento” (a lembrar de Hegel) . O pecado levou o homem à luta por apagar a assinatura de Deus em Sua criação.
14BEEKE. J.R.  Vivendo para a glória de Deus: uma introdução à Fé Reformada. São José dos Campos: FIEL, 2008, p.163.
15WRIGHT, Christopher J.H. A missão de Deus: desvendando a grande narrativa bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2014, p.135: “ O monoteísmo bíblico gera louvor. Seria boa ideia concluir […] com adoração e louvor a esse grande Deus, em nome de Cristo e por meio dele. O louvor a Deus é, afinal, o destino de supremo do monoteísmo bíblico”.
16VAN TIL, Cornelius. Apologética Cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, pp.35-40.
17COSTA, H.M.P. Breve teologia da evangelização, São Paulo: PES, 1996: “A igreja de Deus, no seu ato essencial de proclamar as virtudes de Deus (IPe. 2.9-10), tem como objetivo final a glória de Deus (Rm.11.36; ICo.10.31). A evangelização visa glorificar a Deus através do anúncio da natureza de Deus e de Sua obra eficaz, efetivada em Cristo Jesus. Ousamos dizer que a evangelização tem fundamentalmente como alvo final glorificar a Deus; e Deus é glorificado através da salvação de seu povo (Is. 43.7; Jo.17.6-26; Ef.1.6; IITss.1.10-12) e a consequente confissão de Sua soberania (Fl.2.5-11). Quando evangelizamos, estamos revelando o nosso amor a Deus e ao nosso próximo, glorificando a Deus, sendo-lhe obediente na vivência de nossa natureza de proclamação e serviço”.
18Thomas R. Schreiner apresenta, na missão do apóstolo Paulo, esta mesma ideia. Segundo ele, “o principal objetivo de Paulo, porém não era sua missão. Ele foi comissionado a levar “a obediência da fé entre todos os gentios por causa de seu nome (Rm.1.5). A razão pela qual ele se dedicou à missão foi o nome de Jesus Cristo, a fim de vê-lo exaltado, de modo que todo joelho se dobre e toda língua o confesse como Senhor (Fl.2.10,11). […] além disso, o motivo para a propagação do evangelho entre os gentios é glorificar “o único Deus sábio, por meio de Jesus Cristo” (16.27). […] O objetivo maior de Paulo não é a reconciliação horizontal entre judeus e gentios, embora ele tenha devotado a vida à comunicação da mensagem da graça salvadora de Deus aos gentios. O objetivo por excelência da missão de Paulo era ver Deus glorificado, algo que alcança seu ponto máximo quando judeus e gentios, juntos, adoram a Deus e o louvam. Essa adoração conjunta começa na terra e durará para sempre”. SCHREINER, T.R.  Teologia de Paulo: o apóstolo da glória de Deus em Cristo, São Paulo: Vida Nova ,2015, p.65.
19PIPER, J. A supremacia de Deus em missões pelo louvor, INN: Capacitando para missões transculturais, Revista Missiológica da Associação de Professores de Missões no Brasil, São Paulo: Vida Nova, S/D, pp.57-63.
20LEWIS, C.S.  Lendo os Salmos, Viçosa, MG: ultimato, 2015, pp.102,103.
21BEEKE. J.R.  Vivendo para a glória de Deus: uma introdução à Fé Reformada. São José dos Campos: FIEL, 2008, p.193.

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SUGESTÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR:


    

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