P-Problemas e P-Perspectivas de um P-Protestantismo P-Pau-Brasil

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É preciso pensar o protestantismo pau-brasil! Protestantismo do país pentacampeão, pentasecular, pós-pentecostal, perigosamente problemático, praticamente pós-moderno! Para pensar, em prolegômenos, o protestantismo principiante do principal país português, precisamos proferir palavras propriamente planejadas, previamente preparadas, pesquisando os períodos do protestantismo pau-brasil: partindo-se do pioneiro e principiante, e prosseguindo até o presente e pós-moderno. Possivelmente poderemos prosseguir pincelando o painel polimorfo protestante! Podemos prosseguir?

Perfeitamente! O primeiro protestantismo é o principiante, o primogênito. Primaveril! Parece-me plácido, progressista, platônico e promissor. Produziu profusamente pastores, presbíteros, pregadores e professores. Padeceu perigosamente pelo poder dos padres, pois era protestantismo de persuasão! Porém, prosseguiu, proclamando a Palavra. Para os pesquisadores, pendia para a perspectiva pró-saxônica. Por isso, pasmem! Perdeu a possibilidade de preconizar uma perspectiva protestante pau-brasil. Praticou a perigosa polarização, protelando um protestantismo palpavelmente pentacampeão, um protestantismo perfeitamente pau-brasil. Podemos permanecer perplexos!

Pouco passou para o protestantismo preguiçoso projetar-se. Perfeito protetor do passado, o protestantismo preguiçoso priorizou a preservação do pretérito! Progressista e paleozóico, pôs em prisão a profecia! Pôs-se a prosseguir paulatinamente pelo pavimento pachorrento da postergação. “Podemos praticar posteriormente”, pensavam. Para que pressa? Pianissimamente, premiou os prelúdios e os poslúdios. Preconizou as prerrogativas de uma prepotência possivelmente putrefata! Pouco pôde prevalecer, pois permitiu a pluralização parcimoniosa do protestantismo principiante! Era pouco popular, porém pertencia ao “pequeno povo”. Ponderado, premeditado, predeterminado, parou! Praticamente parou! Parou por quê? Petrificou! Petrificou para propalar o paternalismo, preservando o personalismo profundamente presente no povo pau-brasil. Pareceu-me parcialmente paranóico, permeado pelo pavor: pavor de prosseguir, pavor de permutar, pavor de prejudicar o passado! Puxa!

O protestantismo posterior é o protestantismo pró-pentecostes! Pôs os preteristas em polvorosa! Passou a possuir o perfil de protestantismo propagador! Pareceu prejudicar os plácidos e praticar a preteritoclastia! Passou a pender para uma perspectiva possivelmente pau-brasil. Porém, perseguiu o prazer e profetizou a proibição! Prosseguiu proclamando um protestantismo de Parusia. Passou a pregar pomposamente! Porém, passou a possuir a preferência dos pobres. Pôde pregar e profetizar propriamente para os pobres, os paupérrimos, os piores pervertidos e os pretos preteridos pelos poderosos perversos. Precipitadamente, preferiu o profeta e preteriu perigosamente o professor! Possivelmente por isso, passou a pulverizar. Pulverizou em partículas pequeninas, precipitando-se num perfil pavorosamente perturbador! Pôs-se a projetar pontífices próprios. Passou a prognosticar, promover prodígios, perseguir principados e potestades. Proporcionou e potencializou plenamente o perfil polimorfo do protestantismo presente.

Paralelamente, projetou-se o protestantismo possivelmente pró-proletariado. Propulsionado por perspectivas políticas, pendeu para um posicionamento predominante em parte do planeta que preconizava a polarização “proletariado-poderosos”. Posicionamente que pulula! Pareceu-me prioritariamente político. Passou a preterir o púlpito, e permutou-o pelo palanque. O pastor-pregador preferiu passar-se por político-prometedor. Perderam-se os papéis! Passaram a praticar a parcialidade, pichando os pecados perversos dos povos poderosos, pisoteando os principais da pirâmide do poder. Porém, politicamente predeterminados, passaram a prender a Palavra para poupar os perversos que possivelmente protegiam o proletariado e praticavam os próprios pecados dos poderosos. Pode? Perdidos, passaram a piscar passionalmente para o pensamento pós-cristão, para os profetas das psicologias prevenidas para com a Palavra e para uma pulverização pós-moderna e perdida do próprio pensamento. Perderam a perspectiva! Preteriram o porto da partida. Procuram o porto promissor, possivelmente perdidos em perspectivas e prazeres passageiros. Papelão! Que Papelão!

Prometendo progredir, pretendo pensar no perfil do protestantismo posterior, o protestantismo pós-pentecostal. Plenamente pós-moderno, é prenhe de problemas perigosíssimos. É perfeitamente paliativo. Passou a proporcionar aos pobres a perspectiva dos poderosos: a prata pode preencher e é prioridade. É o protestantismo do poder, da prosperidade e da psicose. O pastor-profeta passou a possuir o perfil papagueador-promotor. Passa-se por psicólogo, e péssimo psicólogo! Pulverizados na perscrutação da Palavra, porém perversamente projetados pela pragmática da prata, preferem preterir e pisar as palavras dos principais pensadores do próprio protestantismo. Os pós-pentecostais prescrevem práticas parvas e pueris! Proclamam perspectivas perdidas, pisoteando a precisão do pensar! Preconizam pensamentos paliativos! Parecem predeterminados a promover o perecimento pleno dos próprios pobres. Para os pesquisadores, é pretenso protestantismo! Prostituiu-se! Perdeu-se em promiscuidade! Pobre protestantismo! Pobre protestantismo! É preciso praticar o pranto!

Paremos com o pessimismo, pois o protestantismo é promissor, pujante e prevalecente. Precisamos pensar e praticar passionalmente o protestantismo parelhado com a Palavra. Para podermos prevalecer, precisamos ponderar e prosseguir. A primeira ponderação é a prioridade da Palavra. Pressuposto primordial! Precisamos pesquisar, perquirir e perscrutar a Palavra. Propulsionados pelo perscrutar persistente da Palavra do Pai poderemos perfeitamente prosseguir. Os preceitos da Palavra perfazem o próximo passo. Precisamos praticar os preceitos do Príncipe da Paz. Palavra e Prática prosseguem em par! Por fim, penso que precisamos priorizar a prece. Perscrutar e praticar a palavra prepara o profeta, o pregador, o pastor a proferir palavras para o Pai Perene. Praticar a prece profetiza o prevalecer perpétuo pelo poder do Pai.

Palavra, Preceito e Prece. Perfil perpétuo para o povo do Pai Perene e do Príncipe da Paz.
 
Para sempre permanece a Palavra … (Psalmus 119.89) 

9 COMENTÁRIOS

  1. Prezado Orlando,
    Obrigado pelo coment rio. Um bom ponto de partida sobre a questão da linguagem sobre Deus ‚ o ensaio de A. B. Caneday, “Glória velada: a auto-revelação Deus em forma humana – uma teologia bíblica da automanifestação antropomórfica de Deus”, John Piper, Justin Taylor & Paul K. Helseth (ed.), Teísmo aberto. São Paulo: Vida, 2006, p. 179-242. É um ensaio desafiador e provocador sobre o tema, em resposta aos teístas abertos.

  2. Os pressupostos do Prof. Jung Mo Sung estão baseados na sua inclinação humanista, de colocar o homem no centro, para resoluçäes das suas impossibilidades e injustiças. Ver o homem com um ser pleno de possibilidades para solução dos problemas nos atrai e nos conduz a uma armadilha, a de nos afastar de Deus. O verdeiro conhecimento de Deus nos leva a pr tica do amor e não simplesmente a defesa herm‚tica do que ‚ correto, mas a vivência correta.
    Oremos pelo Prof. Jung que ‚ professor muito habilidoso e cheio de boa vontade, pois j  tive a oportunidade de ouvi-lo e percebi uma anseio no coração de conhecer verdadeiramente a Deus, ele que j  foi um aspirante ao sacerdócio.

  3. É preciso conhecer outras correntes da teologia ,sejam elas filosoficas ,antropologicas e uma releitura historica pois muito do que disseram e escreveram caiu por terra ,portanto o texto presente ‚ uma teologia de gaiola que prende o passaro do livre pensar .

  4. Descobri recentemente a Revista Teologia Brasileira. Estou curtindo (num sentido muito além do facebookiano) os artigos e vídeos do site.
    Obrigado pelo trabalho incans vel.

  5. parabéns a este site que permite um di logo aberto para os pensadores cristão manifestarem suas id‚ias e crenças. parabéns também ao Fraklin Ferreira, sempre aplicado, conservador e ativista. Bom trabalho, irmão!

    Profº Gildelanio

  6. Para mim ‚ o melhor estudo sobre seitas ~, principalmente sobre Os Mórmons e Testemunhas de Jeov .
    Excelente trabalho. O livro não só instrui, ele forma pessoas.Parabens. Não pare continue ajudando os que gostam de estudar a Palavra.

  7. Acho que quando o autor j  rotula Sung como Católico-romano e adepto da Teologia da Libertação, ele j , preconceituosamente, tenta desqualificar o seu crítico, inibindo e fechando o di logo. A resposta do autor, agregada dos comentários aqui colocados, não contribuem com o debate teológico. Apenas confirmam o atual cen rio de gueto no qual nos encontramos. O autor diz que ‚ ir“nico que o construtivismo esteja ultrapassado na Inglaterra, EUA, França e Alemanha, mas ‚ justamente nestes lugares que a crítica teológica mais se impäe. Não d  pra citar os inúmeros pontos de discordância que possuo com este texto em tão curto espaço, mas acho que o autor deveria ter mencionado em seu veloz histórico do liberalismo no Brasil, que na d‚cada de 70 os liberais e adeptos da TdL foram delatados … ditadura militar e expurgados de semin…rios e igrejas! Achei injusto o texto não fazer menção a isto. Por fim, a conclusão do texto ‚ de uma generalização bastante injusta -liberal não presta!

  8. É interessante notar a incompreensão intencional de muitos pensadores como o Prof. Jung, quando omitem ou desconhecem as contribuiçäes que muitos homens ofereceram na própria Am‚rica, onde puderam estabelecer instituiçäes educacionais modelos, que mais tarde se estenderam na própria educação teológica, da qual todos somos filhos. Os Jesuítas não nos contaram a história toda, enquanto que a tradição protestante nos alcançou com base em sua fidelidade bíblica, e na sua constância em ensinar. Esta mesma que não necessitou ser repensada, nem ao menos re-ajeitada aos caprichos de uma sociedade antropocêntrica. Ali s, Educação teológica diz respeito a Deus, pois ‚ Theos… para muitos de nós, isso nos faz sofrer…

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