Teologia Bíblica do Novo Testamento: Uma entrevista com G. K. Beale

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Entry of Christ into Jerusalem, de Charles Le Brun. Crédito: DeAgostini / G. Dagli Orti, Diomedia Albatroz, Brasil.

Entrevista por John Starke

Converse com qualquer professor de Novo Testamento em qualquer seminário evangélico e todos eles dirão a mesma coisa: os programas de PhD estão repletos de estudantes que desejam pesquisar o uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. Mas, além dos programas de doutorado, encontramos esse interesse em outro lugar. Pastores, em todos os lugares, atualmente estão motivados para pregar através dos livros do Antigo Testamento, a fim de apontar para Cristo. Não faz muito tempo, muitos teriam se sentido desconfortáveis e mal equipados para fazê-lo.

Parte desse crescente interesse pode ser creditado a estudiosos como G. K. Beale, do Westminster Theological Seminary, que trabalhou para mostrar que cada livro da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, está organicamente relacionado. O novo livro de Beale, Teologia Bíblica do Novo Testamento, pode ser o mais célebre de sua ilustre carreira, que inclui publicações como, Você se torna aquilo que adora: uma teologia bíblica da idolatria; The Temple and the Church’s Mission: A Biblical Theology of the Dwelling Place of God; e The Book of Revelation: A Commentary on the Greek Text (New International Greek Testament Com.). Ele também é editor, junto com D. A. Carson, do Comentário do Uso do Antigo Testamento no Novo Testamento.

Beale correspondeu-se comigo sobre seu mais recente livro, mas isto não é um conjunto de perguntas e respostas comum. Como em muitos livros de Beale, você lerá alguns de seus comentários mais interessantes nas notas de rodapé – sim, essa é a primeira entrevista de um autor no TGC com notas de rodapé. Antes de começar a ler, deixe-me oferecer algum encorajamento. Há pontos na entrevista que podem ficar um pouco densos, que empolgarão alguns e causarão forte enxaqueca em outros, mas Beale encoraja a todos, o estudioso, o estudante de seminário e o pastor.

Vários estudiosos contribuíram com uma Teologia do Novo Testamento ou uma Teologia de toda a Bíblia. Penso, por exemplo, em Thomas Schreiner e I. Howard Marshall. De que maneira esse projeto é diferente?

Eu discuto, na introdução do meu livro, as semelhanças entre minha teologia bíblica do Novo Testamento e outras teologias do Novo Testamento que foram escritas (cf. p. 25-28). Por outro lado, discuto também como meu projeto difere do de outras teologias do Novo Testamento (cf. p. 28-44), especialmente aquelas escritas em tempos mais recentes (por exemplo, a de Marshall e Schreiner, como você mencionou acima). Posso concentrar-me aqui apenas nas principais diferenças e focarei somente nas introduções evangélicas do Novo Testamento (embora inclua referência a outras teologias do Novo Testamento em meu livro).

Embora as teologias do Novo Testamento sejam organizadas[1] de várias maneiras, o hábito de várias teologias clássicas do Novo Testamento é conduzir uma análise teológica de cada livro do Novo Testamento dentro do seu corpus[2], geralmente na ordem canônica de cada corpus e, então, é composta de uma comparação final de cada ênfase teológica de cada um dos livros[3]. Às vezes, ao fazer isso, procura-se encontrar ao final do projeto um tema teológico principal[4]. Outros autores de teologias do Novo Testamento estabelecem certos temas principais para todo o Novo Testamento e, então, traçam esses temas seguidamente através dos livros do Novo Testamento, geralmente na ordem do cânon (exemplos: Ladd[5] e Schreiner[6])[7]. O desafio dessas abordagens temáticas está em validar a probabilidade dos temas principais escolhidos serem, de fato ou não, os principais temas do Novo Testamento. Os temas escolhidos de acordo com essa abordagem são, algumas vezes, derivados da Teologia Sistemática (exemplos: Guthrie[8] e, até certo ponto, Morris[9]).

Em contraste a essas típicas abordagens à Teologia do Novo Testamento, o título da minha teologia bíblica do Novo Testamento inclui a palavra bíblica, porque seu foco principal é entender a teologia do Novo Testamento, não apenas pelo estudo do Novo Testamento em si mesmo, mas também, por estudá-lo em todos os pontos, como o Antigo Testamento forma um pano de fundo para a teologia do Novo Testamento. Com isso quero dizer que primeiro formulo um enredo para o Antigo Testamento no início do livro. Então, ofereço minha compreensão de como o Novo Testamento transforma esse enredo do Antigo Testamento, o desenvolvendo e decompondo à luz do fim dos tempos inaugurado na vinda de Cristo. Então, deixo que cada uma das partes principais do enredo do Novo Testamento forme os temas principais, de modo que o esboço dos capítulos para o restante do livro seja estruturado pelas partes principais do enredo do Novo Testamento. O enredo do Novo Testamento que proponho é o seguinte:

A vida de Jesus, suas provações, sua morte pelos pecadores e principalmente sua ressurreição pelo Espírito deram início ao cumprimento do reino escatológico “já e ainda não” da nova criação, que é concedido pela graça por meio da fé, resultando em uma comissão universal para que os fiéis promovam esse reino da nova criação, bem como em juízo para os descrentes, tudo isso para a glória do Deus trino e uno.

Quanto a isso, meu livro tenta consistentemente compreender como o Antigo Testamento se relaciona com a teologia do Novo Testamento. Obviamente, muitas destas conexões se relacionam com a primeira vinda de Cristo como um cumprimento inicial das profecias do fim dos tempos. Assim, meu trabalho tenta compreender completamente como os diferentes aspectos da teologia do Novo Testamento são facetas da escatologia inaugurada.

O esquema deste livro é geralmente mais próximo de algumas obras alemãs que também se intitulam como teologias bíblicas do Novo Testamento: Hans Hübner[10] e Peter Stuhlmacher[11] escreveram estes livros com o mesmo título de Biblische Theologie des Neuen Testaments (Teologia Bíblica do Novo Testamento). Ambos os livros tentam, mais do que qualquer outro até o momento, compreender a teologia do Novo Testamento à luz do Antigo Testamento (embora Stuhlmacher faça isso mais do que Hübner). No entanto, seus trabalhos ainda estão organizados de forma mais próxima aos típicos projetos de teologia do Novo Testamento mencionados acima.

Outra característica única da minha teologia bíblica do Novo Testamento, em contraste com outras teologias do Novo Testamento, é que ela se preocupa com a importância acerca de como os componentes do enredo do Antigo Testamento são compreendidos e desenvolvidos no Judaísmo. Isso é significativo, pois é importante ver como as principais noções bíblico-teológicas no Novo Testamento desenvolvem esses mesmos componentes do Antigo Testamento e se o fazem na dependência do judaísmo, em conformidade ou em contraste com ele. Os resultados de tal comparação e contraste devem lançar luz interpretativa sobre o desenvolvimento do Novo Testamento. Assim, a maioria dos capítulos deste livro tem seções distintas sobre como o judaísmo desenvolveu a noção do Antigo Testamento em estudo.

Todos os distintivos que eu atribuí à minha teologia Bíblica do Novo Testamento podem ser encontrados aqui e ali em outras teologias do Novo Testamento. Quando eu digo que eles são distintivos da minha obra, quero dizer que tento realizar consistentemente esses em todos os pontos de todo livro. No entanto, o que é verdadeiramente distintivo é a formulação do enredo do Novo Testamento e a organização do livro de acordo com as partes desse enredo. A diferença da minha metodologia para tais teologias do Novo Testamento, como as de Stuhlmacher, Ladd, Guthrie, Marshall, Thielman e Schreiner, entre outras, não indica uma fraqueza de sua parte, mas apenas a diferente natureza dos projetos. Existem, de fato, algumas maneiras pelas quais eu construo sobre suas obras.

Qual contribuição você espera fazer com este livro?

Na verdade, não existem muitos livros de teologia bíblica que abordem a Bíblia em sua totalidade. Costuma-se lembrar da Teologia Bíblica de Geerhardus Vos. No entanto, seu livro é principalmente uma teologia bíblica do Antigo Testamento, com apenas cerca de 100 páginas dedicadas à teologia do Novo Testamento (embora ele tenha escrito alguns artigos significativos sobre teologia bíblica e teologica bíblica do Novo Testamento). Considero meu trabalho como uma tentativa de desenvolver o que eu acho que Vos poderia ter feito, se ele tivesse escrito uma seção completa sobre o Novo Testamento em sua teologica bíblica original.

A outra teologia bíblica que aborda a Bíblia em sua totalidade é a de Charles H. Scobie, que é mais próxima neste aspecto à minha abordagem, já que ele é muito mais sintético e não traça temas no Antigo ou Novo Testamento, seguidamente, livro por livro ou corpus por corpus. Por outro lado, seu trabalho é diferente na medida em que é estruturado por temas e não pelos elementos de um enredo formalmente postulado, embora eu ache que ele diria, em última análise, ter derivado esses temas de um enredo bíblico[12]. Ele tenta compreender como o Antigo Testamento está relacionado à teologia do Novo Testamento e à noção de cumprimento. Embora a vantagem de seu trabalho seja poder dar ao leitor mais que uma visão geral da Bíblia como um todo e como o Antigo e Novo Testamento encaixam-se de modo mais amplo, a vantagem do meu livro é focar mais no Novo Testamento à luz do Antigo Testamento para ajudar esse leitor a compreender mais profundamente a natureza da teologia do Novo Testamento. Assim, meu trabalho seria mais detalhado em como cada um dos principais aspectos da teologia do Novo Testamento se relaciona com o Antigo Testamento e não apenas com o cumprimento, mas muito especificamente com a escatologia inaugurada. Novamente, essas diferenças na metodologia e escopo não indicam uma fraqueza da parte de Scobie ou minha, mas apenas a diferente natureza dos dois projetos. A menção da obra de dois volumes de N. T. Wright, também deve ser feita aqui[13]. Este é um trabalho muito criativo, que tenta compreender os evangelhos e Paulo principalmente através das lentes de um exílio em curso e restauração inaugurada em Cristo. Penso, no entanto, que as noções de exílio em curso e início da restauração do final dos tempos fazem parte de um enredo mais amplo do Novo Testamento, o qual apontei acima. Eu supeito que N. T. Wright não veria sua obra de dois volumes como uma completa teologia bíblica do Novo Testamento e isso é bem provável, pois ele não a intitula como tal.

Sem dúvida, há vários temas que se desenvolvem ao longo do enredo da Bíblia: templo, descanso, filiação, aliança, rei, etc., mas alguns argumentam que há um tema central na Bíblia. Por exemplo, James Hamilton argumenta que “libertação e condenação que conduzem à glória” é o elemento central, e N. T. Wright sustenta o “exílio e êxodo”. No entanto, tanto D. A. Carson como Andreas Köstenberger, opõem-se a encontrar um “centro estável”, já que muitos temas são entrelaçados e integrados ao todo. Você acha que encontrar um tema central para a Bíblia é possível? E se sim, qual é esse tema central? Ou a tarefa deve ser abandonada?

Eu tenho um capítulo inteiro no meu livro dedicado apenas a este debate metodológico (capítulo 6). Eu não tento ver um tema central na teologia bíblica do Novo Testamento. Por outro lado, não acho que o Novo Testamento seja composto por vários temas que sejam simplesmente desconexos uns dos outros. Tento caminhar no meio termo entre essas duas perspectivas. A legitimidade de tentar buscar algum tipo de enredo unificador para a Bíblia parece estar fundamentada em Atos 20.26-27. Paulo diz aos anciãos de Éfeso que ele “é inocente do sangue de todos os homens” porque ele “não se esquivou de declarar […] todo propósito de Deus”. Paulo resumiu a atividade intencional de Deus na história da salvação ao longo de um período de três anos e chamou-a de “todo próposito de Deus”. Exatamente qual foi sua síntese do “propósito” não é claro, mas ele chamou seu resumo de “proveitoso” (Atos 20.20), “o Evangelho da graça de Deus” (Atos 20.24) e o “Reino” (Atos 20.25). Então, Paulo parece ver um depósito básico (um coração, um núcleo, um centro?), que não anula, mas serve a outros detalhes variados da Bíblia. Este depósito fornece uma ordem e iluminação dos vários detalhes bíblicos de tal modo que, quando Paulo vai embora, os efésios podem refletir mais sobre esses detalhes e obter mais clareza a respeito deles através das lentes do depósito sintetizado[14].

Como observado acima, tento discernir e formular o enredo bíblico-teológico do Novo Testamento, que é um desenvolvimento do enredo do Antigo Testamento. Esse enredo não tem apenas um tema, mas é composto por um número de temas que são como diferentes vertentes entrelaçadas em torno do fio do enredo. Esse enredo do Novo Testamento (conforme indicado acima) é o seguinte:

A vida de Jesus, suas provações, sua morte pelos pecadores e principalmente sua ressurreição pelo Espírito deram início ao cumprimento do reino escatológico “já e ainda não” da nova criação, que é concedido pela graça por meio da fé, resultando em uma comissão universal para que os fiéis promovam esse reino de nova criação, bem como em juízo para os descrentes, tudo isso para a glória do Deus trino e uno.

Tendo formulado o enredo acima, alguém poderia muito bem discernir um movimento importante ou ponto de partida no enredo que culmina em um objetivo. A noção de nova realeza criacional parece ser o ponto de partida ou o núcleo do enredo do Novo Testamento e pode ser concebido como um esqueleto doutrinariamente temático que dá forma à “pele” exterior do enredo. O reino da nova criação é a hermenêutica do Novo Testamento e centro de gravidade escatológico. De fato, um refinamento do que “escatologia” significa pode ser compreendido como a marcha em direção ao reino da nova criação. Não estou afirmando que o enredo que gira em torno do “reino da nova criação” é a chave para explicar exaustivamente o motivo de todos os aspectos se apresentarem da forma como se apresentam no Novo Testamento, mas acredito ser essa a melhor lente para entender as principais ideias teológicas do Novo Testamento.

O enredo consiste em vários outros elementos não tão intimamente relacionados organicamente ou tematicamente à estrutura esquelético bíblico-teológica do novo reino criacional[15]. O objetivo de todo enredo é a glória de Deus. À luz do ponto de partida e da metáfora do esqueleto[16], a conclusão do livro sustenta que a ideia mais abrangente da teologia do Novo Testamento é melhor formulada por meio do enredo dito anteriormente.

Por isso, tentei unir a busca de um tema central para o Novo Testamento e o reconhecimento que há uma multiplicidade de temas. Acho que tentar formular um enredo é o meio termo entre as duas abordagens antitéticas tradicionais. No entanto, deve se dizer que formular um enredo adequado é uma tarefa importante em si. Se o meu roteiro é ou não suficiente, terá de ser julgado por outros.

Você passou grande parte de sua carreira trabalhando pela autoridade e inerrância das Escrituras. Como a crença na suprema autoridade e inerrância das Escrituras afeta a maneira como conectamos a Bíblia?

Na introdução dos meus livros bíblico-teológicos, The Temple and the Church’s Mission, Você se torna aquilo que adora, e o meu livro mais recente, Teologia Bíblica do Novo Testamento, explico que a base para ser capaz de relacionar uma porção das Escrituras com outra é a pressuposição de que toda a Escritura, em última instância, tem um Autor divino que se comunicou de maneira inabalavelmente verdadeira através de muitos autores humanos. A única maneira consistente de interpretar as Escrituras através das Escrituras está em manter essa crença. Se a Escritura é preenchida com diferentes autores humanos que discordam entre si, então não é possível explicar um autor por meio de outro. Ser capaz de explicar a Escritura por meio da Escritura é a tarefa central crucial ao fazer-se teologia bíblica.

Você encerra seu livro de 893 páginas dizendo: “A conclusão deste livro é: a Deus seja a glória”. Para jovens acadêmicos ou pastores que estão mergulhando nos temas intercanônicos que perpassam a Bíblia e tentam manter-se informados com a mais recente pesquisa acadêmica sobre qualquer assunto, como você os aconselharia a essa postura que glorifica a Deus?

Manter a postura de “a Deus seja a glória” está em nos perguntarmos em cada atividade (no preparo de sermões, estudos bíblicos, palestras, artigos ou livros, etc.), por que estou fazendo o que estou fazendo? Estou fazendo a presente tarefa para chamar a atenção para mim mesmo e me honrar ou para chamar a atenção para Deus, Cristo, o Evangelho e honrar a Trindade? Estou fazendo o que estou fazendo para ganhar reputação para mim mesmo ou para Deus? Estas são perguntas muito condenatórias para todos nós. Todo o processo de santificação está em nos despojarmos de nossos ídolos, especialmente da autoadoração. Se somos cristãos autênticos, tenhamos progresso em fazer isso, talvez devagar, mas, contudo, convictos. Somente ao fim de nossa jornada o ídolo do eu será completamente destruído e seremos todos arrebatados na glória de Cristo.

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[1] Confira D. A. Carson, “New Testament Theology,” in Dictionary of the Later New Testament & Its Developments, ed. R. P. Martin and P. H. Davids (Downers Grove/Leicester: InterVarsity, 1997), 799-804.

[2] Normalmente os livros de cada corpus são organizados por data.

[3] Ex., Marshall, New Testament Theology; e Thielman, Theology of the New Testament.

[4] Ex., Marshall, New Testament Theology, declara que o principal impulso da teologia do Novo Testamento é o da missão, o qual acho muito útil, mas não é abrangente o suficiente.

[5] G. E. Ladd, A Theology of the New Testament (Grand Rapids: Eerdmans, 1974), embora ele estabeleça temas relativamente diferentes para cada corpus principal do Novo Testamento (incluindo Atos e Apocalipse) e conduza apenas a um panorama geral das epístolas Joaninas, sem estabelecer temas.

[6] New Testament Theology.

[7] Este também é o procedimento das teologias bíblicas que abordam a Bíblia em sua totalidade, como a de Brevard S. Childs, Biblical Theology of the Old and New Testaments: Theological Reflection on the Christian Bible (Minneapolis: Fortress, 1993) e Charles H. H. Scobie, The Ways of Our God: An Approach to Biblical Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 2003), embora ele não prossiga livro por livro ou corpus por corpus.

[8] D. Guthrie, New Testament Theology (Leicester: Inter-Varsity, 1981), embora integre os tópicos bíblico-teológicos em seu amplo esquema sistemático, ele também fornece breves seções introdutórias sobre o Antigo Testamento e antecedentes judaicos para o número de temas principais que ele estuda, o que dá a seu livro um sabor bíblico-teológico.

[9] Leon Morris, New Testament Theology (Grand Rapids: Zondervan, 1986), que ao estruturar sua obra corpus por corpus (com Paulo primeiro), tende a organizar os temas dentro de cada corpus por meio de tópicos sistemáticos, embora também integre temas bíblico-teológicos em sua organização.

[10] Biblische Theologie des Neuen Testaments (3 vols.; Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1990-1993).

[11] Biblische Theologie des Neuen Testaments (BThdNT; 2 vols.; Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1991-1999).

[12] Veja Scobie, Ways of Our God (Grand Rapids: Eerdmans, 2003), 91-99, onde ele propõe a ampla estrutura quadrupla de proclamação, promessa, realização e consumação, embora os temas específicos que ele traça através de cada uma dessas quatro categorias, ele derive de “um extenso estudo das numerosas propostas que foram feitas por estudiosos bíblicos, especialmente para um suposto ponto central ou focal da Teologia Bíblica” (ibid., 93).

[13] The New Testament and the People of God, Vol.1: Christian Origins and the Question of God (Minneapolis: Fortress, 1992), e Jesus and the Victory of God, Vol. 2: Christian Origins and the Question of God (Minneapolis: Fortress, 1996). Ele adicionou um terceiro volume a esta série: The Resurrection of the Son of God, Vol. 3: Christian Origins and the Question of God (Minneapolis: Fortress, 2003)*, que é principalmente uma excelente apologética para historicidade da ressurreição de Jesus Cristo.

[14] Agradeço ao meu assistente de pesquisa, Dan Brendsel, “Plots, Themes, and Responsibilities: The Search for a Center of Biblical Theology,” Themelios 35, no. 3 (2010), 400-412,sobre o significado e explicação de Atos 20:26-27 com relação à possibilidade de encontrar um enredo unificador para a Bíblia.

[15] Ou, pode-se pensar em um guarda-chuva no qual as armações radiais de metal fornecem a forma básica que é coberta pelo tecido.

[16] A aptidão dessa analogia foi-me sugerida por Philip Towner em uma reunião da Tyndale Fellowship em 1997.

Traduzido por Tiago Silva e revisado por Jonathan Silveira.

Texto original: A New Testament Biblical Theology. The Gospel Coalition.

 

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